A luz que vem do sol, a energia que vem do vento
Tanto a energia eólica quando a fotovoltaica são energias limpas, renováveis e gratuitas, sendo necessário apenas ter equipamentos para produzir a energia. Todos os aparelhos que fazem uso da energia elétrica podem funcionar através da potência das energias solar ou eólica. Também é do conhecimento de todos que a energia elétrica no campo é instável, segundo o diretor de Infraestrutura e Energia da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), Marco Franceschi, o custo para levar redes de grande
potência aos pontos mais afastados é muito alto, e as redes que existem hoje estão propensas a quedas de energia. A distribuição de vários pontos de produção de energia renovável auxiliaria nesta estabilidade. Pensando nisso e na dependência cada vez maior dos equipamentos elétricos, a Cotrijal vem experimentando as energias alternativas. O Painel Energia Renovável Eólica e Fotovoltaica apresentou experiências e soluções na 14ª Expodireto.
O Brasil é um país extremamente energético, tem alta insolação e ventos com boa potência. Na região de Não-Me-Toque/RS os vento são de 6,5 m/s, uma boa velocidade para captação. No litoral, onde se encontra o Parque Eólico de Osório, a energia é ótima. Segundo o diretor da AGDI, Marco Franceschi, a distribuição das redes eólicas de forma interconectadas oferece maior rendimento. Enquanto para a para captação de energia fotovoltaica basta a instalação em local apropriado de placas de captação, um desses locais predispostos, no campo, são os telhados dos estacionamentos de máquinas, superfícies grandes e inclinadas, perfeitas para colocação de placas fotovoltaicas.
Na ocasião foi exposto o Programa de Geração Descentralizada de Energia, uma parceria entre a AGDI o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o foco do programa é gerar energia nas pequenas propriedades. O projeto, adequado nas regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), prevê que a energia gerada na propriedade seja conectada na rede de energia elétrica, de forma que o sistema capte a energia solar e
armazene na rede elétrica já existente, e a produtor possa consumir. Conforme Franceschi, se a propriedade produzir 500 kW e consumir só 100 kW, o restante se enquadra como bônus, diminuindo o valor no contador de energia. O Programa prevê que o investimento com os equipamentos irá se diluir na conta de luz. Franceschi explicou que "a ideia do programa é que, inicialmente o produtor pague um pouco mais do que se pagaria normalmente na conta de luz e, após liquidar o valor do equipamento, o agricultor irá gerar sua própria energia e o único gasto será a manutenção".
Esteve presente também no evento, o gerente de planejamento no Rio Grande do Sul do BRDE, Alexandre Leitzke, que esclareceu as dúvidas dos agricultores quanto os sistemas de financiamento. Ele alertou que estes projetos devem ser organizados por cooperativas, para que os custos possam ser diluídos e tenha facilidade de financiamento. Leitzke fez uma simulação de custos, tendo em vista que os equipamentos eólicos e fotovoltaicos têm valor
estimado entre R$ 50mil e R$ 200 mil, dependendo da estatura, as prestações do financiamento ficaria em torno de R$ 500.
Em testes
A Cotrijal é uma cooperativa precursora na iniciativa de criar projetos com o uso de energias renováveis, no Parque da Expodireto foram instalados dois geradores com placas fotovoltaicas e um pequeno parque eólico. A Tropical Energia Eólica e Fotovoltaica é parceira da Cotrijal na realização deste projeto piloto, segundo o engenheiro agrônomo da Tropical Energia, Udo Schmiedt, antes de o projeto ser colocado em prática foi feito um estudo e se constatou que a região é propicia para a energia eólica, e já se sabia que o Brasil é um
país com alta insolação, propiciando a geração de fotovoltaica. O engenheiro agrônomo explicou que os geradores usados no Parque são importados dos Estados Unidos, tem tensão de 220 volts e cada um deles pode produzir 500kW/ mês. O projeto de gerar energia renovável foi uma iniciativa do próprio Schmiedt. "Eu fiz toda a pesquisa particular, comprovei que era viável e comecei a investir com recursos próprios, instalei os geradores, apresentei o
projeto à direção da Cooperativa Tropical, que aprovou e viabilizou a aplicação do projeto junto com a Cotrijal", conta o engenheiro agrônomo Udo Schmiedt.
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