domingo, 8 de junho de 2014

Planejamento para desafogar o porto




O Porto do Rio Grande é o mais eficiente, do Brasil, na expedição de grãos. E constantemente busca ser o mais eficiente no transporte de todos os tipos de carga, tanto na importação como na exportação. Uma das suas conquistas é ser hoje o porto com menos avarias de cargas de todos os portos brasileiros. A Superintendência do Porto já há três anos instala seu estande na Expodireto, para receber empresários e autoridades.

O Porto do Rio Grande constantemente investe na qualificação de funcionários e infraestrutura de todo complexo portuário. Segundo o superintendente do Porto do Rio Grande, Dirceu Silva Lopes, “a equipe do Porto busca agilizar tecnologias de controle, segurança e processos burocráticos”. Outra preocupação é o cuidado com o meio ambiente, objetivos chaves para atingir o nível desejado de excelência. Em 2013, os governos Federal e Estadual realizaram vários investimentos em construção de cais e armazéns “Esperamos que em cinco ou seis anos possamos chegar a um nível de excelência perto dos portos de primeiro mundo”, planeja Lopes.

Para planejar a logística portuária, não se pode olhar o Porto isoladamente, conforme Lopes, o sistema precisa estar em sintonia com sua, região de abrangência. “Hoje não operamos cargas, as operações são privadas com controle público, como um grande condomínio, não existe solução individual, são colegiados e autoridades unidas para organizar o porto”, defende o superintendente do Porto.

Espera-se que através da eficiência do Porto seja possível oferecer condições para a industrialização do Estado, elevando o espectro de crescimento e desenvolvimento econômico do Estado. As importações e exportações facilitadas auxiliam esse crescimento. Conforme Lopes, o setor produtivo agrário e industrial urbano exige que o porto se modernize, que seja ágil, que tenha menores tarifas, “para o Estado crescer e se desenvolver precisa estar preparado e não apenas visar lucro”. Segundo ele, hoje o principal problema é fazer com que os investimentos governamentais andem na mesma velocidade das rotinas portuárias.



Agilidade e fluidez

A malha viária é de total importância para a agilidade no escoamento da safra. Para melhorar essas questões de logística o governo Federal já iniciou algumas obras, como as duplicações da BR392 e BR116. “Com essas modernizações será possível ir de Rio Grande a Porto Alegre em três horas e meia, em uma velocidade permitida por lei. Para fazer esse percurso que hoje são necessárias 5 horas”, aponta o superintendente do Porto.

Entre as obras objetivadas pela administração do Porto está a adequação no funcionamento das hidrovias no Estado, e a conclusão da Ferrovia Sul-Norte. De modo que essa tangencie as áreas produtoras. Lembrando que a transversalidade nacional hoje é feita por caminhões.


Conversa com Jornalistas


A Expodireto é o local para ouvir e aprender. “Na Expodireto dialogamos com autoridades internacionais, cooperativistas e produtores, discutimos tendências, ficamos em processo de informação permanente”, afirma Lopes.  Um desses diálogos teve como foco principal informar os comunicadores sobre os avanços na logística. A coletiva de imprensa contou com a participação do superintendente do Porto do Rio Grande, Dirceu Silva Lopes; o presidente da CCGL, Caio Cézar Vianna; e o presidente da Federarroz, Henrique Osório Dornelles.

As autoridades reuniram-se para pensar em conjunto para melhorar o escoamento da riqueza produzida no Rio Grande do Sul. “Se não tiver logística não tem mercado. Sem mercado os grãos não têm preço”, apontou Vianna. Esse custo de escoamento acaba sendo repassado ao consumidor. “No caso do arroz, o foco é produzir alimento com baixo custo de mercado. Se os custos de transporte são caros o consumidor final não tem condições de alimentar-se com qualidade de nutrientes”, preocupou-se Dornelles.

Quanto maior a produção mais ágil tem que ser o Porto para exportar. E quanto menos tempo o produto ficar no porto, maior será o lucro do produtor. Para melhorar essas questões de logística a Termasa/Tergrasa, juntamente com a Superintendência do Porto do Rio Grande  criou o Sistema Pampa. A ferramenta de recebimento, armazenagem e expedição das cargas visa reduzir os custos no escoamento da safra.  O Sistema agenda, através da placa ou da nota fiscal do veículo a descarga, diminuindo o tempo de espera. Tendo em vista que um dia de espera de um navio para atracar no Porto chega a custar 25 mil dólares.

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