Comércio de produtos
de beleza, venda de alimentos nas ruas e prestação de serviço em horários de
folga são algumas formas para complementar a renda familiar
| Valter Borges, o churrasqueiro do Parque |
Valter Borges é um fiscal aduaneiro aposentado. Há
nove anos, ao fim da tarde, ele instala a churrasqueira móvel no Parque da
Redenção. Com a aposentadoria e a venda do churrasquinho, Valter já formou uma
jornalista, uma advogada e agora ajuda o filho mais moço a cursar medicina da
UFRGS. O churrasqueiro do Parque afirma que os materiais de estudos do futuro
médico são caros, e a renda do churrasquinho vêem para sustentar as despesas da
casa.
O tempero da carne era aperfeiçoado, por Valter, há
muitos anos. Ele afirma que A Marinha Mercante o levou para vários países, sendo
ele, o comandante oficial da churrasqueira dos amigos. Hoje ele oferece esse sabor especial em
espetinhos de carne de gado e frango, coração de galinha e xixo, que é um misto
de carne e vegetais. O campeão de vendas é o churrasquinho de gado, os domingos
de sol são os mais lucrativos para o churrasqueiro.
O vendedor mora em uma rua próxima ao Parque, a maior
dificuldade para trabalhar com venda de alimentos nas ruas é armazenar o produto
adequadamente. A saída é levar a carne já temperada dentro da caixa térmica. O sucesso
é garantido pelo preço baixo do produto que atrai a clientela, com cinco reais
é possível comer dois espetinhos e uma água.
Os jovens já descobriram a dupla
jornada
Aos de 20 anos,
Amanda Santos que trabalha como atendente de telemarketing na Legião da Boa Vontade – LBV e utiliza
os intervalos para fazer as unhas das colegas de trabalho. Ela que tem curso de
manicure, teve a ideia em um dia que as colegas reclamavam que não tinham tempo
para se arrumar, em uma sexta-feira ela decidiu levar seu kit para o trabalho e
fazer as unhas de uma amiga no horário de almoço. A comodidade e vaidade
feminina fizeram com que a jovem tivesse de organizar uma lista de espera entre
as colegas, para que ela pudesse realmente almoçar no intervalo.
O segundo emprego faz com que ela, que mora em Guaíba,
passe mais tempo na capital do que em sua casa. E nos sábados a tarde, quando
ela estaria de folga, tem sempre uma colegas que reúne as amigas e convida
Jerusa para ser a atração da tarde de unhas, o que garante à manicure o dinheiro
o extra da semana. Ela não pensa em deixar o emprego da LBV, porque é através
dele que ela construiu sua clientela.
“A Natura pra mim foi
a forma de fazer com que a Juju estivesse sempre aqui comigo”
Ângela Gabriel, esteticista e dona de salão de beleza,
poderia ser uma daquelas mulheres que fazem a propaganda do Natura Chronus, creme
rejuvenescedor. Com 45 anos, bela, e com
a pele cuidada não necessita de muitos esforços
para vender cosméticos. Mas a beleza não foi o caminho para Ângela encontrar-se
com a Natura.
Ângela conta que quando teve uma colega de trabalho, a
Jussara, que precisava de outras formas de ganhar dinheiro. A representação da
Natura permitiu que Juju obtivesse todo o lucro. Mas Juju aos 48 anos veio a
falecer devido o câncer no intestino. Ângela continuou com a representação dos
produtos, e fez deste o motivo para manter Juju sempre por perto. As antigas
clientes de Juju se mantiveram fiéis a Ângela, apesar da esteticista ter mudado
de endereço.
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